Podem chamar-me retrógrado, podem até utilizar outros adjectivos... Não tenho nada contra a comunidade gay! Respeito-os, aliás, tenho amigos que assumem essa condição. A verdade é que a amizade que nos une nunca teve como ponto de partida as nossas orientações sexuais, isto é, nunca nenhuma amizade minha teve por base a pergunta estúpida "qual é a tua orientação sexual?". Também nunca ninguém me questionou sobre a minha, nem me parece que alguém seja homo ou heterossexual porque, algures, no tempo, tomou essa decisão.
Questão bem diferente é esta história do casamento. Confesso que não lhe percebo a utilidade. Como demonstração de amor e afecto é perfeitamente disparato; de facto quem está disposto a ser estigmatizado pela sociedade por ter a coragem de andar com alguém do mesmo sexo não precisa de casar para provar o seu amor.
Como ritual religioso e sacramental o disparate é tão maior que não deve tão pouco ser comentado; diremos apenas que é contranatura...
Vejo-lhe uma utilidade bem importante de cariz jurídico-legal. De facto, à semelhança dos casais heterossexuais, também os casais homossexuais devem ver os seus legítimos interesses devidamente acautelados e protegidos por um quadro normativo que não seja descricionário.
Permitam-me uma última observação: sou absolutamente contra o direito de adopção por parte dos casais homossexuais.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
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Caro António, o casamento homosexual é tão normal como o heterosexual. Na verdade, também nunca perguntei a ninguém com quem anda a exercer o seu direito de praticar sexo, portanto, não avalio as pessoas por esta característica. Aliás, penso que da mesma forma como os heterosexuais não comentam a sua vida privada, os homo deveriam fazer o mesmo. Sem publicidade, o que deveriam era procurar ter direitos civicos e exercer a sua cidadania saudavelmente. Bom, mas deixa que te diga que há muito que ouço dizer que quem experimenta, não quer outra coisa... e esta ?
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